segunda-feira, 4 de abril de 2011

Manhã de manha

Ficava buscando aquele sorriso, às vezes nos tijolos vazados da varanda, às vezes pela janela ao deixar meu rosto iluminar pela tela do computador entre músicas escolhidas para ela... Ficava buscando aquele olhar, às vezes durante conversas incompreensíveis, às vezes entre justificativas de chegar mais perto para ver a lua. Tão cheia, tão bela... a lua e ela. Ela e a lua. Sorrisos, lua, ela. Olhares...olha pra mim... A lua foi descendo e entrando por outras casas, ela foi entrando em mim, tão delicada e intensa que quando vi já estava tomada. Repetia "que seja doce" todas as manhãs, com toda sua manha. Manhãs de manha rechearam nossos dias, nossos encontros corridos, intensos, quase num descontrole de sensações. Entregamos-nos. Inteiras, talvez insensatas. Entregamos nós. Agora a saudade do sorriso ao acordar, do cheiro ao adormecer. Saudades... Saudosas.

Para minha manha...

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