terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nem São Jorge...

Tire o escudo, abaixo as armas e quem sabe assim a gente possa viver essa coisa tão boa que não nos permitimos? E seu cheiro, seu gosto de cigarro de canela, às vezes menta... E minhas reclamações seguidas de beijos molhados em corpos suados. E você, e eu, além dessa coisa distante na qual nos encontramos. E, novamente, o primeiro beijo como se ainda pudéssemos viver algo lindo. Aquilo que nos prometemos ser tão bonito... Aquilo, que por muitas noites, foi tão bonito... E nossa dança na sala, nossos olhares nas ruas, nossos cafés, nossas brincadeiras na varanda... e tantas coisas bonitas que poderíamos ter sido se você tivesse tirado o escudo antes, e eu tivesse abaixado as armas antes, e antes de qualquer gesto imaturo a gente pudesse viver todas aquelas coisas bonitas que nos prometemos...

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